A REALIDADE DA COMUNICAÇÃO EM ALAGOAS

Comunicar é a arte de contar os fatos, registrar os acontecimentos e transmitir fielmente por meio das mídias, cada vez mais eficientes e ao alcance de todos.

Em Alagoas, atualmente, temos mais de uma dezena de jornais impressos, diários e semanários, canais de tv, abertas, fechadas e na web, e dezenas de emissoras de rádio espalhadas pela capital e interior, além de inúmeros sites de notícias.

A migração do rádio AM para o FM na Capital está quase completa, resta a pioneira Rádio Difusora de Alagoas, emissora oficial do Estado, mudar para o serviço de frequência modulada. No interior, a rádio Delmiro FM, no Alto Sertão, foi a primeira a fazer o processo de migração, sendo seguida por emissoras do Agreste, a exemplo da Novo Nordeste, tradicional rádio de Arapiraca.

O fenômeno França Moura, radialista experiente e inovador contumaz, deu destaque ao rádioweb, criando a sua própria emissora com um alcance ilimitado via internet. Vale ressaltar que o sucesso alcançado pelo ‘Ministro’ nas diversas emissoras por onde passou, as principais de Alagoas, se repete na Rádio WEB Cidadania, com a retransmissão em diversas emissoras regionais, dentro e fora do território alagoano.

Sobreviver da comunicação fica cada dia mais difícil, pois o mercado não suporta, afirmam os especialistas. O mercado publicitário, suporte para os todos esses veículos, sobrevive a duras penas. A propaganda institucional dos governos, seja municipal ou estadual, forma a base de sustentação comercial das empresas de comunicação em Alagoas.

A versatilidade dos profissionais de imprensa é impressionante. Os desafios são vários, dentre eles: não deixar morrer o jornal impresso, vender publicidade para pagar o próprio salário no rádio, fazer free lance no horário em que está fora da redação para complementar a renda.

A informação migra para as redes sociais (de forma profissional e também amadora), pois com um celular na mão todo internauta quer ser ‘jornalista’.

No mercado de trabalho alagoano encontramos muitos profissionais competentes, e que mantém o jornalismo vivo, apesar das adversidades cotidianas.

Destacamos o ACTA, canal de notícias criado por um grupo de jornalistas renomados, que produz conteúdos para as redes sociais, diariamente. A adversidade uniu jornalistas e radialistas que perderam seus empregos na luta contra a redução salarial, na busca por melhores condições de trabalho.

Em tempos de crise, a diminuição de oportunidades provoca, em alguns, o fortalecimento na produção do melhor conteúdo. Daí, se sobressai o melhor profissional, seja em qualquer mídia. 

Eu sempre defendi a tese de que jornalista não precisa de patrão, e o ACTA me faz provar isso!

Neste espaço, defini como missão acompanhar os fatos e contribuir com uma análise isenta, no intuito de colaborar com o crescimento da comunicação em Alagoas.

Welington Lima

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