Comitê Olímpico Internacional suspende Brasil e Nuzman ; decisão não afeta atletas

Após a prisão temporária do presidente do Comitê Olímpico do Brasil, Carlos Arthur Nuzman, na Operação Unfair Play nesta quinta-feira, o Comitê Olímpico Internacional, o COI, suspendeu tanto o comitê brasileiro, quanto Nuzman provisoriamente de suas atividades junto à entidade internacional.

O anúncio foi publicado nesta sexta-feira na página oficial do Comitê.

Segundo a nota, o Conselho de Administração do COI tomou a decisão baseado nas acusações contra Nuzman, de ter intermediado compra de votos para a escolha do Rio de Janeiro como sede dos Jogos 2016.

Com isso, o dirigente brasileiro foi retirado da Comissão de Coordenação dos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020 e teve suas prerrogativas e funções como membro honorário do comitê internacional suspensas.

Com relação ao COB, a suspensão provisória impõe o congelamento de subsídios e pagamentos do COI à entidade brasileira.

A decisão, entretanto, não afeta os atletas brasileiros. A participação do Brasil nos Jogos Olímpicos de Inverno de 2018 na Coreia do Sul, bem como nas outras competições sob os cuidados do COI estão asseguradas. As bolsas olímpicas para atletas brasileiros também continuarão a ser pagas.

Na nota, o COI solicita ainda que as autoridades judiciais forneçam a Comissão de Ética do Comitê todas as informações disponíveis e afirma que seguirá cooperando com as autoridades judiciais. O texto diz também que todas as medidas podem ser retiradas assim que as situações, que o COI chama de questões de governança, forem sanadas.

Fonte : Rádioagência Nacional - EBC

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