Em todas as cidades, duas pautas estiveram no centro das discussões: a reparação pelas responsabilidades históricas do Estado e da sociedade na desigualdade; e o Bem Viver, modelo de sociedade que valoriza o cuidado, a ancestralidade e a coletividade, com o objetivo de alcançar a justiça social e a preservação da vida.
O pontapé foi dado pela Marcha das Mulheres Negras de Pernambuco, realizada na capital, Recife, na sexta-feira (24). As participantes se concentraram no parque Treze de Maio, de onde caminharam até o Pátio do Carmo, denunciando a sub-representação das mulheres negras nos espaços de poder.
No sábado (25), atos foram realizados em pelo menos três capitais. Em Belo Horizonte (MG), as participantes também homenagearam os 12 anos da Associação de Trabalhadoras Domésticas Tereza de Benguela, que atua na capital mineira, em defesa dessa categoria, composta majoritariamente por mulheres negras.
Agência Brasil
