Em Maceió, os mercados públicos atravessam gerações e fazem parte da rotina social e cultural de bairros inteiros. Agora, esses espaços recebem uma transformação estrutural com obras de modernização realizadas pela Prefeitura. O Mercado da Produção, Mercado do Benedito Bentes, Mercado do Tabuleiro e o Mercado do Jacintinho passam por processos de revitalização para oferecer mais conforto a comerciantes e clientes e solucionar problemas estruturais acumulados ao longo dos anos.
A história dos mercados públicos de Maceió remonta a novembro de 1848, quando foi criado o primeiro equipamento desse tipo na capital. Ao longo das décadas, os espaços passaram por mudanças e ampliações para acompanhar o crescimento da cidade e as necessidades de comerciantes e consumidores.
Na atual gestão, as intervenções alteram não apenas a estrutura dos equipamentos, mas também as condições de trabalho de quem passa o dia nesses espaços. Onde antes havia problemas de organização, circulação e infraestrutura, os novos mercados passam a contar com ambientes climatizados, boxes individuais, acessibilidade e estruturas específicas para a comercialização e o manejo de carnes, pescados, raízes, folhas e ervas.
Mercado da Produção
Em 1975, a construção do Mercado da Produção foi anunciada como solução para os problemas de insalubridade, falta de higiene e inundações no período chuvoso, mas o equipamento só foi entregue em agosto de 1978 e problemas como alagamentos, acúmulo de lixo e condições sanitárias precárias persistiram desde então.
Esses problemas também fazem parte do contexto que levou ao atual processo de revitalização, iniciado durante na gestão anterior e com continuidade pelo atual prefeito, Rodrigo Cunha. A revitalização do Mercado da Produção foi estruturada em etapas modulares, o que permitiu a continuidade do funcionamento das atividades comerciais durante a execução das obras.
A primeira etapa, já entregue pela Prefeitura, construída onde antes era o espaço do antigo Bompreço, possui 2.420 m² de área construída. O espaço agora abriga 76 permissionários, distribuídos em boxes internos com paredes de vidro e bancadas fixas.
Dentro do espaço da primeira etapa, são 24 boxes para comercialização de flores, 36 específicos para produtos orgânicos e 32 bancas para produtos não orgânicos, sendo duas por permissionário. Toda a edificação conta com ambientes climatizados e banheiros exclusivos e adaptados para pessoas com deficiência.
O projeto geral da revitalização do Mercado da Produção pretende ampliar a capacidade do equipamento, com o aumento do número de permissionários de 1.400 para mais de 2 mil, num pacote de investimentos de R$248 milhões.
O espaço, moderno e completo, contará com área de convivência, a creche Gigantinhos, boxes organizados com vidro e acabamento moderno, climatização, bancadas fixas, equipamentos de acessibilidade e 900 vagas de estacionamento. Enquanto a primeira etapa foi construída no espaço onde antes funcionava o Hiper Bompreço, a segunda parte do mercado preserva a arquitetura do prédio original do Mercado da Levada, projetado em 1970 pelo arquiteto uruguaio Eladio Dieste.
Secom Maceió



