CEIJ dialoga com Prefeitura de Maceió sobre entrega legal para adoção

Objetivo foi a capacitação da rede municipal de proteção à criança e adolescente para dar ampla divulgação a esta temática

CEIJ, Prefeitura e GAAAL se reúnem no TJAL. Foto: Adeildo Lobo

A Coordenadoria Estadual da Infância e Juventude (CEIJ) discutiu, nesta segunda-feira (03), com integrantes da Subsecretaria da Primeira Infância de Maceió sobre a entrega legal de bebês e crianças para adoção. Capacitação dos agentes protetores da criança e do adolescente e a ampla divulgação da lei que trata sobre essa temática foram discutidos.

Durante a realização do 13º Encontro Estadual de Adoção ocorrido na última semana, em Maceió, o Grupo de Apoio a Adoção de Alagoas (GAAAL) procurou a CEIJ para buscar, junto ao estado e município, meios de divulgar melhor o direito, assegurado por lei, que gestantes e mães têm quando desejam entregar seu filho para adoção.

O juiz Ygor Figueiredo, coordenador da Infância e Juventude, explicou que é necessário e urgente levar o tema da entrega legal ao conhecimento não só dos profissionais, mas também da população.

“O objetivo da conversa é fazer com que a lei municipal que trata sobre a orientação em unidades de saúde sobre a entrega legal seja cumprida, que seja dada ampla divulgação, que mais pessoas tomem conhecimento desse direito e que os profissionais saibam agir quando se depararem com situações desta natureza”, disse o magistrado.

Durante a reunião, a CEIJ, a prefeitura e integrantes do GAAAL já traçaram ações que serão executadas com o objetivo de aumentar a divulgação da lei e capacitar os agentes públicos.

A subsecretária da Primeira Infância de Maceió, Taciana Flores, pontuou que a primeira capacitação com os servidores da saúde e educação do município de Maceió já ficou marcada para o mês de julho.

“Vamos fazer campanhas, capacitar a rede e afixar cartazes nas unidades de saúde e a partir daí começar a dar uma maior visibilidade desse direito para a sociedade”, disse.

O coordenador da CEIJ ainda acrescentou que, muitas vezes, mães cometem o crime de abandonar os seus filhos por não saberem que podem, voluntariamente, entregar de forma legal para adoção.

“Quando uma mãe abandona seu filho, no mínimo, se tudo correr bem, demora de seis meses a um ano para destituir o poder familiar e para que esta criança fique apta para adoção. Com a entrega legal a criança fica apta em cerca de 10 dias. Isso ajuda a fila de adoção correr mais rápido e essa criança encontrar mais rápido um lar com amor”, disse.

Participaram da reunião a diretora e a assistente social da Primeira Infância de Maceió, Márcia Melo e Mônica Padilha, a psicóloga e a assistente social da CEIJ, Claudiane Passos e Elisangela Ferreira, além de integrantes do GAAAL.

Para acessar a lei municipal 6.714 que trata sobre a orientação mas unidades de saúde pública e privada de Maceió a gestantes que manifestam o interesse em entregar seu filho para adoção clique aqui.

Dicom TJAL