Latas voltam do lixo à prateleira em 60 dias
Em dia de jogo no Estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro, é comum perceber um sem-número de torcedores que aproveitam os últimos metros antes dos pontos de revista para consumir bebidas nas latinhas de cerveja e refrigerante, itens proibidos de entrar no estádio. Antes mesmo de as pessoas se darem o trabalho de jogar a lata nas lixeiras, praticamente um exército de catadores já recolhe o resíduo.
Esse esforço concentrado dos catadores, muitos deles em situação de vulnerabilidade socioeconômica, faz com que o país alcance, por anos seguidos, nível altíssimo de reciclagem de latinhas. Em 2024, o patamar foi de 97,3%, de acordo com dados divulgados nesta quinta-feira (14).
O balanço é da Recicla Latas, associação sem fins lucrativos criada e mantida pelos fabricantes e recicladores de latas de alumínio, que busca aperfeiçoar a indústria de reciclagem. Segundo a instituição, o Brasil alcançou 16 anos seguidos com taxa de reaproveitamento acima de 96%.
Em 2022, o índice chegou a 100,1%, ou seja, no ano foram recicladas mais latinhas do que o número comercializado. Em 2023, o patamar ficou em 99,7%.
No ano passado, foram reutilizadas 33,9 bilhões das 34,8 bilhões de latinhas comercializadas. Depois que vão para o lixo, esses recipientes estão de volta às prateleiras em 60 dias.
Logística reversa
De acordo com o secretário-executivo da Recicla Latas, Renato Paquet, o sistema de logística reversa brasileiro se destaca por sua consistência.
“Mesmo em anos desafiadores, conseguimos manter índices elevados, o que demonstra a força da articulação entre os diversos elos da cadeia”, diz.
A logística reversa, ou seja, fabricantes se responsabilizarem pelo retorno de resíduos gerados por seus produtos, está prevista na Lei 12.305/2010, também chamada de Política Nacional de Resíduos Sólidos.
A Recicla Latas atua em parceria com a Associação Brasileira do Alumínio (Abal) e a Associação Brasileira da Lata de Alumínio (Abralatas).
A presidente da Abal, Janaina Donas, afirma que o Brasil é referência global em economia circular e que as fabricantes enxergam na reciclagem mais que uma solução apenas ambiental, “mas uma estratégia de competitividade, segurança de suprimento e um caminho essencial para a descarbonização do nosso setor”.
Para o presidente da Abralatas, Cátilo Cândido, trata-se também “de uma cadeia estruturada que gera renda e oportunidades em todas as regiões do país”.
Catadores
O Movimento Nacional dos Catadores estima que o país tenha cerca de 800 mil catadores de materiais recicláveis.
Em 2020, foi firmado um termo de compromissos entre a Abralatas, a Abal e o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA). Além de iniciativas para manter o patamar elevado de reciclagem, o documento determina investimento dos produtores para melhorar a renda e condição de vida dos catadores.
A proposta da associação é que as prefeituras custeiem a atividade, com a participação da iniciativa privada.
“O que falta para melhorar e dignificar, melhorar a qualidade e o serviço dos catadores é que possamos ter um grande programa de pagamento pelo serviço prestado através da coleta das latinhas de alumínio”, reivindica Rocha, que pede também que os catadores autônomos ─ não vinculados a cooperativas ─ também sejam beneficiados por políticas propostas pela lei de logística reversa.
Agência Brasil
Distribuição descentralizada dos créditos alcançou 93% dos municípios
O Plano Safra 2025/2026 atingiu a marca de R$ 10 bilhões em aprovações de recursos pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Os financiamentos começaram a ser liberados em 17 de julho deste ano, dentro dos Programas Agropecuários do governo federal (PAGF) e do BNDES Crédito Rural (R$ 812 milhões).
Os recursos foram para o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura (Pronaf) e Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp). Também foram atendidos o Programa para Construção e Ampliação de Armazéns (PCA) e o Programa de Modernização da Frota de Tratores Agrícolas e Implementos Associados e Colheitadeiras (Moderfrota).
De acordo com o BNDES, só nas linhas de custeio foram consumidos R$ 2,68 bilhões; e nas de investimentos em instalações e máquinas a aprovação alcançou R$ 7,37 bilhões. Os agricultores familiares; micro, pequenas e médios produtores rurais e cooperativas as liberações chegaram a R$ 9,1 bilhões.
O banco também ressaltou que a operação foi realizada por meio de instituições parceiras, permitindo uma distribuição descentralizada de recursos, alcançando 93% dos municípios.
“Esse desempenho mostra a alta demanda por recursos e a capacidade do BNDES em atender, com agilidade e eficiência, este setor que é um dos principais motores do desenvolvimento econômico”, afirmou o presidente do banco, Aloizio Mercadante.
Ele acrescentou que, este ano, com a orientação do presidente Lula, o orçamento disponibilizado, um total de R$ 70 bilhões, foi o maior já concedido pelo banco ao setor agropecuário, 5% acima do valor do Plano Safra do período anterior e 180 % superior dos recursos aprovados no Plano Safra 2022/2023.
Segundo Mercadante, esses créditos aprovados “atendem grandes e pequenos agricultores e mostram o nosso compromisso com o setor agropecuário sustentável e inovador. Dos R$ 10 bilhões aprovados até agora, cerca de R$ 3,3 bilhões foram para a agricultura familiar”, destacou..
Resultado é o quinto mês seguido de alta, mostra IBGE
O setor de serviços, o que mais emprega na economia e concentra atividades como transporte, turismo, restaurantes, salão de beleza e tecnologia da informação, cresceu 0,3% na passagem de maio para junho. Esse desempenho é o quinto mês seguido de expansão e faz o setor atingir o maior patamar da série histórica, iniciada em janeiro de 2011.
Os dados fazem parte da Pesquisa Mensal de Serviços, divulgada nesta quinta-feira (14) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O recorde anterior era de outubro de 2024 e maio deste ano. Os cinco meses consecutivos de alta deram ao setor um salto de 2%.
Com o resultado de junho, o setor fecha o primeiro semestre com alta de 2,5%. No acumulado de 12 meses, a expansão chega a 3%. Na comparação com junho de 2024, o mês de 2025 subiu 2,8%.
Destaque para transportes
Apesar do número recorde, das cinco grandes atividades pesquisadas pelo IBGE, apenas uma ─ serviços de transportes ─ apresentou número positivo na passagem de maio para junho.
Confira os desempenhos: – Serviços prestados às famílias: -1,4%
– Serviços de informação e comunicação: -0,2%
– Serviços profissionais, administrativos e complementares: -0,1%
– Transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio: +1,5%
– Outros serviços: -1,3%
O analista do IBGE, Rodrigo Lobo, detalha que das cinco atividades, a de transportes é a que tem maior peso (36,4%) na pesquisa, o que explica o fato de apenas um grande setor positivo conseguir fazer com que todo o setor de serviços tenha tido crescimento em junho.
Dentro dos transportes, os destaques foram o aéreo de passageiros e o de cargas, notadamente o rodoviário.
“É o principal modal pelo qual se deslocam as mercadorias, como a safra, mas também bens industriais. É uma atividade intimamente correlacionada com maior dinamismo da economia”, analisa.
Índice de atividades turísticas
A Pesquisa Mensal de Serviços traz ainda o índice de atividades turísticas (Iatur), que recuou 0,9% em junho, na comparação com maio. É o segundo resultado negativo consecutivo. Somando maio e junho, há perda acumulada de 1,3%. Já em comparação com o mesmo mês de 2024, junho de 2025 aponta expansão de 4,1%.
Esses resultados deixam as atividades de turismo 11,6% acima do patamar pré-pandemia de covid-19 (fevereiro de 2020) e 1,8% abaixo do maior nível já alcançado, em dezembro de 2024.
O Iatur reúne 22 das 166 atividades de serviços investigadas na pesquisa e que são correlatas à atividade turística, como hotéis, agências de viagens e transporte aéreo de passageiros.
São divulgadas informações de 17 unidades da federação: Ceará, Pernambuco, Bahia, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Goiás e Distrito Federal, Amazonas, Pará, Mato Grosso, Alagoas e Rio Grande do Norte.
Conjunto da economia
A Pesquisa Mensal de Serviços é a terceira de três levantamentos conjunturais divulgados mês a mês pelo IBGE. Nos últimos dias, o instituto revelou que a produção da indústria brasileira cresceu 0,1% em junho ante maio; e o comércio recuou 0,1% no mesmo intervalo de comparação.
Nos desempenhos acumulados em 12 meses, a indústria cresceu 2,4%. O comércio apresentou expansão de 2,7%.
Matéria ampliada às 11h22 para incluir intertítulo sobre Índice de atividades turísticas
Foram destinados R$ 77,1 bilhões à União
A Petrobras pagou R$ 131,7 bilhões em tributos no primeiro semestre de 2025. O montante está no relatório fiscal da companhia, divulgado nesta quinta-feira (14), e representa recuo de 4,5% em relação aos R$ 137,9 bilhões do mesmo período do ano passado.
Os números não levam em conta a inflação do período. Considerada a inflação oficial do país, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), apurado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), marcou 5,35% no acumulado de 12 meses anteriores a junho de 2025.
O valor total inclui tributos (impostos e contribuições), que são destinados à União, estados e municípios, e as chamadas participações governamentais. Essas participações são basicamente royalties pela exploração de petróleo e participação especial (PE) – uma compensação financeira extraordinária cobrada de campos de petróleo com grande volume de produção.
A Petrobras detalha que a União recebeu diretamente R$ 77,1 bilhões, sendo R$ 45,3 bilhões em tributos federais e R$ 31,8 bilhões em participações governamentais. Parte do valor total é redistribuída pelo governo para estados e municípios.
De acordo com a estatal, o montante do primeiro semestre corresponde a 5,4% de toda arrecadação federal e representa redução de 11,9% em relação ao pago no mesmo período de 2024.
A companhia explica que a queda foi sentida no recolhimento de tributos sobre o lucro (IRPJ e CSLL) e sobre o faturamento (PIS e Cofins).
O total pago em participação governamental subiu 3% na comparação anual.
Estados
Em relação ao recolhimento por parte dos estados, a Petrobras contribuiu com R$ 53,6 bilhões, o que representa 12% da arrecadação das unidades federativas. Esse valor é 7,8% superior ao pago no primeiro semestre de 2024, justificado pelo aumento da cobrança de Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre combustíveis, que passou a valer em 1º de fevereiro.
A companha destaca que, em 20 unidades da federação, representa mais de 10% da arrecadação de ICMS.
Veja os estados que mais receberam tributos da Petrobras em valores absolutos:
1º) São Paulo: R$ 11,3 milhões 2º) Minas Gerais: R$ 7,3 milhões 3º) Rio de Janeiro: R$ 4,3 milhões 4º) Rio Grande do Sul: R$ 4,3 milhões 5º) Paraná: R$ 3,3 milhões Apesar de Mato Grosso do Sul ser o nono estado em recolhimento da Petrobras, com R$ 2,6 milhões, o estado tem mais da metade da arrecadação vinda dos cofres da estatal do petróleo.
Confira o ranking de participação da Petrobras nas arrecadações estaduais:
1º) Mato Grosso do Sul: 52,8% 2º) Rondônia: 24,8% 3º) Paraíba: 24,5% 4º) Goiás: 20,9% 5º) Ceará: 19,2% O estado de São Paulo, campeão de arrecadação, tem apenas 10,2% da sua receita proveniente da Petrobras.
Os municípios brasileiros receberam R$ 1 bilhão no primeiro semestre de 2025, praticamente tudo em Imposto sobre Serviços (ISS) e Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana (IPTU). No mesmo período de 2024 foi R$ 0,7 bilhão.
Vagas são para Maceió, Porto Calvo, Maragogi e Santa Luzia do Norte
A Secretaria do Estado de Trabalho, Emprego e Qualificação (Seteq) oferece esta semana através do Sine Alagoas mais de 2,5 mil oportunidades de emprego em diversas áreas. Ao todo, estão abertas 2.612 vagas com carteira assinada em mais de 40 cargos diferentes nas cidades de Maceió e Porto Calvo, além de vagas em Minas Gerais e Bahia. Confira também em nosso instagram @seteqalagoas a lista completa.
Destaque para as seguintes vagas: Operador de Telemarketing em home office (260 vagas), Operador de Telemarketing PCD (100 vagas), Atendente de Supermercado (25 vagas), Eletrotécnico (10 vagas), Serviços Gerais (8 vagas) e muitas outras. Seguem também abertas 1.600 vagas de emprego para trabalhadores rurais em duas usinas de Porto Calvo e outras 400 vagas para trabalhadores rurais com disponibilidade de viagem para Bahia e mais 26 vagas para cargos em Minas Gerais.
Confira a lista completa a seguir:
Maceió (859 vagas)
Assistente Administrativo (1)
Atendente de Supermercado (25)
Auxiliar de Jardinagem (1)
Auxiliar de Prevenção (4)
Caldeireiro (MG) (4)
Confeiteiro (1)
Eletricista Automotivo (11)
Eletricista Industrial Jr (3)
Eletrotécnico (10)
Escavadeira Hidráulica (10)
Mecânico de Manutenção de Máq. Agrícola (MG) (2)
Mecânico Eletricista de Automóveis (MG) (2)
Motoniveladora (10)
Motorista Bombeiro (10)
Motorista Canavieiro (10)
Motorista D (1)
Motorista Prancha (10)
Operador Carregadeira Convencional (10)
Operador Carregadeira Especializada (Bell) (10)
Operador de Call Center Home Office (250)
Operador de Colhedora (10)
Operador de Colheitadeira (MG) (2)
Operador de Pá Carregadeira (10)
Operador de Transbordo (10)
Operador de Trator de Lâmina (MG) (2)
Padeiro (3)
Repositor (2)
Retroescavadeira (10)
Secretário Executivo de Entidade Religiosa (1)
Soldador (MG) (4)
Trabalhador Rural (BA) (400)
Trator de Esteira (10)
Tratorista (10)
Vagas Porto Calvo (1.600 vagas)
Trabalhador Rural (1.600)
Vagas PCD Maceió (118 vagas)
Serviços Gerais (8)
Operador De Call Center (100)
Assistente Administrativo (3)
Assistente De Vendas (2)
Assistente Administrativo (5)
Vagas PCD Maragogi (35 vagas)
Ajudante de cozinha (5)
Aux administrativo (5)
Camareira (5)
Garçons (5)
Recepcionista (5)
Recreador (5)
Serviços gerais (5)
Unidades do Sine Alagoas
Em todo o estado, o Sine Alagoas conta com 12 unidades de atendimento (confira endereços abaixo), oferecendo cadastro de currículo e consultas de vagas de emprego; captação de vagas e atendimento ao empresário; habilitação ou restituição do Seguro-Desemprego e orientação para emissão da Carteira de Trabalho Digital.
O Sine Alagoas também está orientando o uso da Carteira de Trabalho Digital para solicitação do Crédito do Trabalhador, uma linha de crédito oferecida pelo Governo Federal.
Para mais informações sobre as vagas disponíveis ou para oferecimento de novas vagas por empresas, entre em contato pelo whastapp (82) 98884-8974, pelo e-mail vagas.sinealagoas@gmail.com ou pelo direct do instagram @seteqalagoas.
Maceió
Sine – Central Já! Shopping Farol Sine – Central Já! Maceió Shopping Sine – Central Já! Galeria em frente ao Shopping Pátio Maceió Sine – Jaraguá Interior Sine – Central Já! Arapiraca – Partage Shopping Sine – Central Já! Carajás Marechal Deodoro Sine – Santana do Ipanema Sine – Central Já! Porto Calvo Sine – Central Já! União Dos Palmares Sine – Central Já! Penedo Sine – Coruripe Sine – São Miguel dos Campos
Agência Alagoas
Redesim deve ser beneficiada com foco ainda maior no licenciamento empresarial
A Junta Comercial do Estado de Alagoas (Juceal) e o Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de Alagoas (Sebrae/AL) definiram, nessa quinta-feira (17), os próximos passos da parceria entre as entidades com o intuito de desburocratizar o ambiente alagoano de negócios. Com proposta de convênio e trabalho conjunto para a total integração de entidades, a Rede Nacional para a Simplificação do Registro e da Legalização de Empresas e Negócios (Redesim) no estado deve ser beneficiada.
Entidades parceiras desde o início da implantação da Redesim em Alagoas, em 2011, as instituições tomam como foco agora a promoção de ações voltadas para compartilhamento de dados empresariais, consultorias direcionadas para uma maior utilização do sistema interno do Portal Facilita Alagoas nos âmbitos municipal e estadual, e fortalecimento das medidas aplicadas pela lei da liberdade econômica em relação à legalização dos negócios.
Com o registro empresarial consolidado, no qual o andamento é feito de forma totalmente digital e por meio do Facilita Alagoas, o licenciamento empresarial contaria com desburocratização e o acesso a licenças e alvarás para os diversos tipos de negócios seriam mais acessíveis.
Durante o encontro, o presidente da Juceal, João Gabriel Costa Lins, o Joãozinho, explicou a fase 2 da Redesim, que contará com automatização das consultas prévias de localização, que são respondidas pelas prefeituras, e com a integração total ao Portal Facilita Alagoas de seis sistemas dos municípios com maiores densidades empresariais, além dos sistemas de entidades de licenciamento no âmbito estadual.
“Nas visitas que temos feito, eu tenho falado: ‘A gente implementando isso aqui, rodando realmente o sistema, o controle e o orçamento de qualquer entidade melhoraram’. A Junta Comercial está se estruturando, mas vai chegar uma hora que a gente não vai ter onde crescer em relação ao registro empresarial. Então agora é estruturar a rede também”, reforçou.
A gerente de ambiente de negócios do Sebrae/AL, Íria Almeida, destacou também que uma maior aproximação entre as entidades vai favorecer diretamente o empresariado alagoano.
“Com esse convênio e com a fase 2 da Redesim, a gente vai conseguir, de fato, implementar a liberdade econômica em Alagoas. Então a parte de licenciamento vai ficar muito mais fluida, com o corpo de agentes do Estado se debruçando no que deve ser o foco, que são os negócios de médio e alto risco, e Alagoas vai despontar no cenário nacional como um estado que beneficia ainda mais o empresário”, frisou.
O encontro aconteceu na sede da Juceal, situada no bairro Pinheiro, em Maceió. Estiveram presentes ainda o assessor jurídico da Junta Comercial Diego Brandão e a analista do Sebrae/AL, Camila Nascimento.
Aplicação do Código de Defesa do Consumidor, práticas comerciais corretas e publicidade enganosa foram alguns dos temas abordados
O Procon Maceió realizou, na terça-feira(16), mais uma edição do projeto Procon Educa, desta vez voltado para os alunos do curso de auxiliar administrativo do Senac Alagoas. Os estudantes, que participam do programa Jovem Aprendiz, receberam orientações sobre os principais direitos e deveres do consumidor, além de entenderem a importância do conhecimento sobre a legislação de consumo no ambiente corporativo.
A ação teve como foco preparar os jovens que estão ingressando no mercado de trabalho e que, muitas vezes, passam a representar fornecedores em suas funções profissionais. Durante o encontro, foram discutidos temas como a aplicação do Código de Defesa do Consumidor, práticas comerciais corretas, publicidade enganosa, cláusulas abusivas em contratos e o papel da mediação de conflitos no comércio.
Para a diretora do Procon Maceió, Cecília Wanderley, a atividade é essencial para que esses jovens desenvolvam uma atuação mais consciente e ética no ambiente profissional.
“Ao se inserirem no mercado de trabalho, esses estudantes passam a representar empresas e fornecedores. Por isso, é fundamental que tenham conhecimento sobre os direitos do consumidor, para que possam contribuir com relações de consumo mais justas e respeitosas”, destacou Cecília.
O Procon Educa tem percorrido escolas públicas, instituições de ensino técnico e faculdades da capital com o objetivo de fortalecer a cidadania e formar multiplicadores da educação para o consumo. A iniciativa segue com novas edições programadas para o segundo semestre de 2025.
Instituições interessadas em levar o projeto para seus alunos podem entrar em contato pelo WhatsApp (82) 98882-8326 ou pelo e-mail atendimento@procon.maceio.al.gov.br.
Secom Maceió
Dezessete produtos foram pesquisados em supermercados, hipermercados e atacarejos da capital
Uma pesquisa realizada pelo Procon Maceió nos dias 14 e 15 de julho de 2025 revelou diferenças significantes nos preços dos itens que compõem a cesta básica em supermercados, hipermercados e atacarejos da capital. O levantamento considerou os valores praticados em 17 produtos alimentícios essenciais, como arroz, feijão, café, açúcar, leite e carnes, e apontou que o consumidor pode economizar significativamente dependendo do local de compra.
O item que mais chamou atenção foi o feijão carioca, encontrado por preços que variaram entre R$ 2,15 e R$ 10,90. Outro produto, como o arroz parboilizado também apresentou grande oscilação de valor entre R$ 3,45 a R$ 9,49 nos estabelecimentos visitados.
A menor soma total dos itens completos da cesta básica registrada na pesquisa foi de R$ 137,99, enquanto a maior chegou a R$ 192,60. A diferença entre os dois extremos representa um impacto considerável no orçamento das famílias, especialmente em um cenário de alta nos alimentos e pressão sobre o custo de vida.
Segundo a diretora do Procon Maceió, Cecília Wanderley, a pesquisa tem como objetivo alertar o consumidor para a importância de comparar preços antes de comprar. “Nosso levantamento mostra que a economia é possível com planejamento. Sabemos que muitas famílias enfrentam dificuldades financeiras, e essa diferença nos preços pode representar mais comida na mesa no fim do mês”, afirma.
O órgão reforça que o consumidor deve sempre verificar não apenas o valor do produto, mas também a validade e as condições de armazenamento. O relatório completo com os preços e os locais pesquisados está disponível para consulta aqui.
Fiscalizações aumentaram durante as férias de julho e consumidores devem ficar atentos às datas de validade nas prateleiras
Durante este mês de julho, período em que o fluxo de consumidores cresce nos supermercados, padarias e feiras livres, o Procon Alagoas intensificou as ações de fiscalização em estabelecimentos comerciais por todo o estado. Um dos principais focos é a venda de produtos vencidos, prática considerada infração grave ao Código de Defesa do Consumidor.
Segundo o órgão, a maior circulação de pessoas nas férias e as chamadas “queimas de estoque” aumentam o risco de alimentos e outros itens fora do prazo de validade acabarem nas mãos dos consumidores. “É obrigação do fornecedor garantir a segurança e a qualidade do que está à venda. Produto com validade expirada representa risco à saúde e deve ser imediatamente retirado da prateleira”, explica Daniel Sampaio, diretor-presidente do Procon-AL.
Os campeões de reclamação são os alimentos perecíveis, como iogurtes, frios, enlatados, massas, sucos e biscoitos. Em muitos casos, o vencimento acontece dias antes da compra, o que indica falha na gestão de estoque.
A irregularidade também se estende a produtos de higiene e beleza, como cremes, shampoos, protetores solares e até medicamentos vendidos em farmácias. “É importante lembrar que não basta estar ‘com boa aparência’. O prazo de validade é um critério técnico e legal. Vencido, o produto não pode ser comercializado sob nenhuma justificativa”, reforça Sampaio.
O consumidor que identificar um item vencido à venda deve, de preferência, fotografar o produto com destaque para a data de validade, registrar o nome e endereço do estabelecimento, e denunciar ao Procon-AL por meio dos nossos canais de atendimento. Caso a compra já tenha sido realizada, é possível exigir a troca imediata ou o reembolso do valor pago, conforme prevê o artigo 18 do Código de Defesa do Consumidor.
A atuação do Procon Alagoas neste período reforça que a vigilância dos consumidores é aliada da fiscalização pública. Em tempos de aumento nas compras, estar atento aos detalhes pode evitar prejuízos e proteger a saúde de toda a família.
O Procon-AL dispõe de canais para atender a população alagoana, receber reclamações e realizar denúncias. Caso haja alguma ocorrência, o consumidor pode entrar em contato através do 151, mensagens pelo WhatsApp (82) 98883-7586 e de forma presencial, mediante agendamento, através no site agendamento.seplag.al.gov.br
Esta semana a Secretaria do Estado de Trabalho, Emprego e Qualificação (Seteq) oferece através do Sine Alagoas quase 3 mil oportunidades de emprego em diversas áreas. Ao todo estão abertas 2.934 vagas com carteira assinada esta semana em 25 cargos diferentes nas cidades de Maceió e Porto Calvo, além de vagas em Minas Gerais e Bahia. Confira também em nosso instagram @seteqalagoas a lista completa.
Destaque para as seguintes vagas: Operador de Telemarketing em home office (260 vagas), Operador de Telemarketing PCD (100 vagas), Atendente Hortifruti de Supermercado (25 vagas) Eletrotécnico (10 vagas), Serviços Gerais (8 vagas) e muitas outras. Seguem também abertas 2.000 vagas de emprego para trabalhadores rurais em duas usinas de Porto Calvo e outras 400 vagas para trabalhadores rurais com disponibilidade de viagem para Bahia e mais 26 vagas para cargos em Minas Gerais.
Maceió (727 vagas)
Atendente Hortifruti de Supermercado (25)
Açougueiro (MG) (10)
Auxiliar Cozinha (2)
Auxiliar de Eletricista (2)
Auxiliar de Produção (MG) (10)
Balconista de Lanchonete (2)
Copeira (1)
Cozinheira (2)
Cumim (2)
Garçom (2)
Gerente de Restaurante (2)
Mecânico de Automóveis e Caminhões (MG) (2)
Mecânico de Manutenção de Máq, Agrícola (MG) (2)
Mecânico Socorrista de Veículos à Diesel (1)
Operador de Caixa (2)
Operador de Call Center Home Office (260)
Pizzaiolo (2)
Vendedor Externo (10)
Padeiro (2) Auxiliar de confeiteiro (2) Auxiliar de prevenção (2)
Vagas Porto Calvo (2.000 vagas)
Trabalhador Rural (2.000)
Vagas PCD Maceió (108 vagas)
Operador de Call Center (100)
Vagas Santa Luzia do Norte (23 vagas)
Ajudante de Obras (4)
Eletricista de Industrial (2)
Mecânico de Máquina Industrial (1)
Pedreiro (4)
Servente de Pedreiro (1)
Soldador (2)
Técnico em Climatização (1)
Telhador (4)
Sine – Central Já! Shopping Farol Sine – Central Já! Maceió Shopping Sine – Central Já! Galeria em frente ao Shopping Pátio Maceió Sine – Jaraguá Interior Sine – Central Já! Arapiraca – Partage Shopping Sine – Central Já! Carajás Marechal Deodoro Sine – Santana do Ipanema Sine – Central Já! Porto Calvo Sine – Central Já! União Dos Palmares Sine – Central Já! Penedo Sine – Coruripe Sine – São Miguel dos Campos Edson Moura – Ascom Seteq Fotos: Elves Fragoso – Ascom Seteq
Mais de 400 resgates foram solicitados entre os dias 13 de junho e 11 de julho
A Secretaria de Estado da Fazenda de Alagoas (Sefaz-AL) efetuou, nesta sexta-feira (11), o pagamento de R$117.830,25 em créditos da campanha Nota Fiscal Cidadã. O valor foi destinado a consumidores que solicitaram o resgate entre os dias 13 de junho e 11 de julho deste ano.
Ao todo, mais de 400 pedidos foram realizados no período. A campanha, que estimula a cidadania fiscal e a inclusão do CPF na nota, continua beneficiando alagoanos que participam ativamente e acompanham os próprios créditos acumulados.
Como saber se você tem créditos a receber?
Para consultar se há valores disponíveis, acesse o site oficial da Nota Fiscal Cidadã (https://nfcidada.sefaz.al.gov.br/), faça login com seu CPF e senha e verifique se você está entre os beneficiados.
Juliane Calheiros, chefe do programa de Educação Fiscal da Sefaz-AL, destacou que a atenção aos créditos disponíveis pode gerar um retorno significativo ao cidadão.
“É possível que muitos consumidores nem percebam que têm valores acumulados na Nota Fiscal Cidadã. Uma simples consulta pode revelar um recurso extra que faz diferença no dia a dia. Mais do que isso, ao incluir o CPF na nota, o cidadão contribui diretamente para o fortalecimento de projetos sociais em Alagoas”, finalizou.
Agencia Alagoas
Ampliação de postos e ações sociais com equipes itinerantes foram fundamentais para o crescimento
A emissão da nova Carteira de Identidade Nacional (CIN) registrou um crescimento expressivo em Alagoas nos seis primeiros meses de 2025. De acordo com dados do Instituto de Identificação da Polícia Científica, foram emitidos 177.746 documentos no período, um aumento de 24,29% em relação ao mesmo intervalo do ano anterior, quando foram emitidas pouco mais de 142 mil carteiras.
A expansão do número de atendimentos está diretamente ligada à ampliação da rede de postos para emissão do documento e à realização de ações sociais em diversas regiões do estado. A estratégia tem fortalecido o compromisso do Governo de Alagoas em garantir o acesso à documentação civil básica e reforçar a inclusão social.
Segundo o superintendente do Instituto de Identificação, Antonio Ferreira, a nova CIN representa mais do que um documento oficial. “É uma ferramenta de inclusão social, que abre portas para uma série de benefícios e políticas públicas. Seguiremos trabalhando para levar dignidade e segurança a cada vez mais pessoas em todo o estado”, afirmou.
A nova Carteira de Identidade Nacional integra diferentes informações do cidadão em um único documento, com mais segurança e praticidade, alinhada ao padrão nacional estabelecido pelo Governo Federal. Desde a implantação do novo modelo, o Instituto de Identificação da Polícia Científica vem reafirmando o papel do órgão na promoção da cidadania, para assegurar que mais alagoanos tenham o direito ao documento de forma acessível e eficiente.
C&M Software restabeleceu operações Pix nesta quinta-feira
O ataque hacker que levou ao desvio de milhões de reais que instituições financeiras mantinham depositados em contas do Banco Central (BC) não envolveu vazamento ou extração de dados de instituições financeiras e de clientes, informou nesta quinta-feira (3) a C&M Software. Segundo a empresa, o ataque simulou transações em nome de bancos, sem o objetivo de invadir os sistemas da companhia, que presta serviços de tecnologia homologados pelo Banco Central (BC).
Na terça-feira (1º) à noite, criminosos usaram o login de instituições financeiras para roubarem dinheiro de contas que as instituições financeiras mantêm no BC para cumprirem exigências legais. O ataque só foi divulgado na quarta-feira (2).
Recursos de correntistas não foram afetados porque o ataque atingiu apenas a estrutura tecnológica da C&M e as contas reservas no BC, que tiveram recursos desviados por Pix para corretoras de criptomoedas. A Empresa Brasil de Comunicação (EBC) confirmou que pelo menos R$ 400 milhões foram desviados.
A companhia esclareceu que o ataque foi executado por meio de uma simulação fraudulenta de integração, usando credenciais legítimas de um cliente para acessar os serviços como se fosse uma instituição financeira autorizada. A C&M anunciou que está revendo a política de acessos externos e de APIs (ponte que permite que dois aplicativos conversem e compartilhem informações ou funcionalidades).
Segundo a empresa, haverá padrões mais elevados de homologação por parte dos clientes que acessam os sistemas da empresa, para diminuir os riscos compartilhados entre a prestadora de serviços tecnológicos e os bancos. A companhia contratou uma auditoria externa independente para avaliar, reforçar e certificar todos os controles de segurança, além de intensificar as revisões internas de governança e arquitetura.
Hipótese
A hipótese mais provável para o login de um terceiro que se passou por instituição financeira foi a não ativação de todos os protocolos de segurança. A C&M informou que oferece um protocolo especial de conexão que inclui mais de uma instância de aprovação; controles de acesso por canal e horário; validação por múltiplos fatores; e controle total do piloto de reserva.
Apesar de todas as etapas, a C&M informou que cada instituição financeira tem autonomia para configurar as etapas de controle, eliminando níveis de segurança por decisão operacional própria.
“A CMSW [outra sigla da C&M Software] monitora o funcionamento técnico e os acessos, mas respeita a autonomia e governança de cada cliente sobre suas permissões internas. A responsabilidade pelo uso das credenciais é da instituição que as detém, assim como a utilização de todas as funcionalidades de segurança disponíveis no Corner [sistema de login]”, justificou a companhia.
Pix
Nesta manhã, o Banco Central restabeleceu as operações Pix da C&M. O restabelecimento “sob regime de produção controlada” ocorreu pouco após o BC substituir a determinação para que a empresa suspendesse seus serviços integralmente, e em caráter cautelar, por uma suspensão parcial. De acordo com o BC, a decisão foi tomada depois que a C&M comprovou ter adotado medidas para dificultar novos ataques a seus sistemas.
Ainda segundo o BC, as operações da C&M poderão ser restabelecidas em dias úteis, das 6h30 às 18h30, “desde que haja anuência expressa da instituição participante do Pix e o robustecimento do monitoramento de fraudes e limites transacionais”.
Providências
A companhia não divulgou uma estimativa de valores devolvidos às instituições financeiras, mas informou que uma parte do dinheiro foi devolvida por meio do Mecanismo Especial de Devolução (MED). Esse mecanismo foi lançado em 2021 para ressarcir vítimas de fraude no Pix ou de erro operacional por instituições financeiras.
Segundo a C&M, a taxa de devolução pelo MED foi superior à média do mercado porque a fraude foi identificada rapidamente. A empresa de tecnologia reiterou estar colaborando com a Polícia Federal, o Banco Central e a Polícia Civil de São Paulo.
A companhia esclareceu que não possui conta transnacional e que não movimenta valores próprios, apenas que atua como provedora de tecnologia homologada pelo Banco Central para conectar instituições financeiras ao Sistema de Pagamentos Brasileiro (SPB), que inclui o Pix.
A C&M informou que o ataque não afetou os demais sistemas operacionais da companhia, porque as infraestruturas do SBP para cada tipo de operação funcionam em módulo separado, não tendo sido afetadas pelo incidente.
Bancos devem verificar dados com a Receita Federal
A partir desta terça-feira (1º), os bancos devem verificar com a Receita Federal as informações vinculadas ao Pix para evitar fraudes, como inclusão de pessoas mortas em chaves de terceiros. Anunciadas em março, as medidas de segurança entram em vigor hoje.
Segundo o próprio Banco Central, criador e administrador do sistema Pix, o principal objetivo da mudança é evitar que fraudadores insiram um nome diferente numa chave Pix do nome registrado na base de dados da Receita Federal. Essa situação, que ocorre por erro das instituições financeiras, tem sido usada por criminosos para dificultar o rastreamento.
A mudança afetará apenas 1% das chaves Pix cadastradas. Código identificador de uma conta, a chave Pix permite registrar a origem e a destinação no sistema de transferências instantâneas. Ela pode estar vinculada a um CPF, CNPJ, número de telefone, e-mail ou um código aleatório composto por letras e números.
Na época do anúncio, em março, as medidas foram alvo de fake news. Entre as mentiras difundidas, estão a de que quem deve impostos ou está com o nome sujo terá a chave bloqueada. Na verdade, as mudanças abrangem poucos usuários e buscam evitar golpes financeiros.
Tire as principais dúvidas sobre as novas regras do Pix: De quem foi a decisão? Da Receita Federal ou do Banco Central?
O reforço na segurança do Pix foi decidido pelo Banco Central, que criou e administra o sistema de transferências instantâneas.
Quem terá a chave excluída?
Entre as pessoas físicas, as chaves CPF na seguinte situação (1% do total):
• 4,5 milhões: grafia inconsistente
• 3,5 milhões: falecidos
• 30 mil: CPF suspenso (cadastro com informações incorretas ou incompletas)
• 20 mil: CPF cancelado (CPF suspenso há mais de cinco anos, com duplicidade de inscrição ou cancelado por decisão administrativa da Receita ou decisão judicial)
• 100: CPF nulo (com fraude ou erro grave no cadastro).
Entre as pessoas jurídicas, as chaves CNPJ na seguinte situação
• 984.981 com CNPJ inapto (empresa que não apresentou demonstração financeira e contábil por dois anos)
• 651.023 com CNPJ baixado (empresa oficialmente encerrada)
• 33.386 com CNPJ suspenso (empresa punida por descumprir obrigações legais)
• Banco Central não informou a quantidade de CNPJ nulos (sem validade)
Quando as chaves serão excluídas?
Segundo o BC, a exclusão está prevista a partir de julho.
Como se dará a exclusão?
As instituições financeiras e de pagamento deverão verificar o cadastro sempre que houver um procedimento relacionado a chaves Pix, como registro, mudança de informações, pedido de portabilidade ou reivindicação de posse. Caso seja constatada alguma das irregularidades acima, a chave deverá ser excluída.
Quem deve impostos terá chave excluída?
Não. O BC esclareceu que a inconformidade de dados cadastrais de CPF e de CNPJ não tem relação com o pagamento de tributos, apenas com a identificação cadastral do titular do registro na Receita Federal.
Quem está com o nome sujo deixará de fazer Pix?
Não. Esta é uma fake news que passou a ser espalhada nos últimos dias. As medidas só abrangem quem tem problemas cadastrais na Receita Federal.
O que mudará nas chaves aleatórias?
Pessoas e empresas que usam chaves aleatórias (combinação de letras e números) não poderão mais alterar informações vinculadas a essa chave. Agora, o usuário precisará excluir a chave aleatória e criar uma nova, com as informações atualizadas.
O que mudará nas chaves vinculadas a e-mails?
A partir de abril, a chave do tipo e-mail não poderá mais mudar de titular. Não será mais possível migrar a chave de um dono para outro.
Haverá mudanças nas chaves vinculadas a número de celular?
Não. As chaves do tipo celular poderão mudar de titular e de conta. Segundo o BC, a possibilidade de alteração foi mantida por causa da troca frequente de números de telefone, principalmente de donos de linhas pré-pagas.
Qual o principal objetivo das medidas?
Aumentar a segurança no Pix, ao inibir o uso de chaves com nomes diferentes da base de dados da Receita Federal, no caso do CPF e do CNPJ e impedir a transferência de chaves para terceiros, no caso de chaves aleatórias e de e-mails.
Devolução de qualquer valor dos dispositivos não cadastrados Desde novembro de 2024, caso uma conta transferisse para uma outra conta existente sem chave Pix criada, a devolução seria limitada a R$ 200. BC retornou a norma antiga e retirou o limite para esse tipo de transação.
É possível verificar se o CPF está em situação regular?
Sim. A consulta pode ser feita na página da Receita Federal, na aba “Comprovante de situação cadastral”.
É possível regularizar o CPF?
Sim, mas apenas por quem está com o CPF suspenso. A regularização pode ser feita na página da Receita Federal, preenchendo um formulário. A Agência Brasil publicou um passo a passo para consultar e resolver pendências no CPF.
Iniciativa será realizada de 7 a 18 de julho e não exige inscrição prévia
A Prefeitura de Maceió, por meio da Secretaria Municipal do Trabalho, Emprego e Economia Solidária (Semtes), lança o Programa Emprega 40+, voltado para a inserção e reinserção de pessoas com 40 anos ou mais no mercado de trabalho. A ação será realizada de 7 a 18 de julho, na Praça Marechal Deodoro, no Centro de Maceió, e não exige inscrição prévia.
O atendimento será de segunda a sexta-feira, das 8h às 14h, e qualquer pessoa com 40 anos ou mais pode participar, independentemente do gênero. Para ser atendido, basta comparecer à Praça Marechal Deodoro com documento pessoal e currículo.
A iniciativa tem o objetivo de combater o preconceito etário e promover a inclusão por meio de ações afirmativas, reconhecendo o potencial, a qualificação e a vivência profissional daqueles que muitas vezes são deixados à margem das vagas ofertadas no mercado de trabalho.
Durante os 10 dias de evento, o público terá acesso a serviços gratuitos como cadastro de currículos, intermediação de mão de obra, orientação profissional, elaboração da carteira digital e atendimento para solicitação do seguro-desemprego. Além disso, haverá processos seletivos realizados por empresas parceiras, que estarão presentes com vagas específicas para o público-alvo do programa.
Serviço:
O quê: Programa Emprega 40+
Quando: de 7 a 18 de julho de 2025 (segunda a sexta-feira)
Hora: das 8h às 14h
Local: Praça Marechal Deodoro, Centro de Maceió
Quem optou por pagamento parcelado deve ficar atento ao risco de inadimplência e cobrança de juros e multa por atraso, caso não pague a parcela dentro do prazo
Os contribuintes maceioenses têm até hoje (30) para quitar a quinta parcela do IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) de 2025, sem juros e multas. O boleto de pagamento deve ser gerado no site da Secretaria Municipal de Fazenda (Sefaz), no site online.maceio.al.gov.br/n/iptu2025/, informando o número de inscrição imobiliária.
A inscrição imobiliária é o registro que identifica o cadastro de um imóvel no banco de dados do Município e pode ser encontrada nos boletos e carnês de IPTU antigos ou em uma Certidão Tributária do Imóvel. Basta selecionar a Parcela 4, com vencimento para 30 de junho. É possível pagar o IPTU via Pix ou com código copia e cola em aplicativos bancários.
Em 2025, a Sefaz não vai encaminhar os carnês de pagamento aos domicílios. A Secretaria ainda reforça que não envia links, SMS, mensagens de Whatsapp ou boletos com a guia ou código de pagamento.
O contribuinte que tiver dúvidas ou deseje receber orientações, pode entrar em contato com a Sefaz pelo e-mail atendimento@sefaz.maceio.al.gov.br.
O IPTU é um tributo anual que é destinado a políticas públicas, como obras, reformas, compra de equipamentos e outras ações que ajudam os municípios a dar continuidade à oferta de serviços que impactam no bem-estar da população.
O pagamento em dia evita a inadimplência do imóvel e a cobrança de juros e multas, além das consequências futuras que a dívida do IPTU pode trazer para o imóvel, como protesto judicial à inscrição em dívida ativa.
Estimativa para o PIB é de 2,21% este ano
A previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) – considerado a inflação oficial do país – passou de 5,24% para 5,20% este ano. A estimativa está no Boletim Focus desta segunda-feira (30), pesquisa divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC), em Brasília, com a expectativa de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos.
Para 2026, a projeção da inflação permaneceu em 4,5%. Para 2027 e 2028, as previsões são de 4% e 3,83%, respectivamente.
A estimativa para 2025 está acima do teto da meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC. Definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior 4,5%.
Em maio, a inflação oficial fechou em 0,26%, pressionada principalmente pelo aumento da energia elétrica residencial. O resultado mostra desaceleração após o IPCA ter marcado 0,43% em abril. O índice – divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) – acumula taxas de 2,75% no ano e de 5,32% em 12 meses.
Juros básicos
Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, definida em 15% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom). Apesar do recuo recente da inflação, as incertezas em relação à economia fizeram o colegiado elevar os juros em 0,25 ponto percentual na última reunião, neste mês, sendo o sétimo aumento seguido da Selic em um ciclo de contração na política monetária.
Em ata, o Copom informou que deverá manter os juros no mesmo patamar nas próximas reuniões, enquanto observa os efeitos do ciclo de alta da Selic sobre a economia. No entanto, não descartou mais aumentos, caso a inflação suba.
A decisão surpreendeu parte do mercado financeiro, que não esperava um novo aumento e, nesse cenário, a estimativa dos analistas é que a taxa básica encerre 2025 em 15% ao ano. Para o fim de 2026, a expectativa é de que a taxa básica caia para 12,5% ao ano. Para 2027 e 2028, a previsão é que ela seja reduzida novamente, para 10,5% ao ano e 10% ao ano, respectivamente.
Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros a finalidade é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Mas, além da Selic, os bancos consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas. Assim, taxas mais altas também podem dificultar a expansão da economia.
Quando a taxa Selic é reduzida a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle sobre a inflação e estimulando a atividade econômica.
PIB e câmbio
A estimativa das instituições financeiras para o crescimento da economia brasileira este ano se manteve em 2,21% nesta edição do Boletim Focus. Para 2026, a projeção para o Produto Interno Bruto (PIB – a soma dos bens e serviços produzidos no país) subiu de 1,85% para 1,87%. Para 2027 e 2028, o mercado financeiro estima expansão do PIB em 2%, para os dois anos.
Puxada pela agropecuária, no primeiro trimestre de 2025, a economia brasileira cresceu 1,4%, de acordo com o IBGE.
Em 2024, o PIB fechou com alta de 3,4%. O resultado representa o quarto ano seguido de crescimento, sendo a maior expansão desde 2021 quando o PIB alcançou 4,8%.
A previsão da cotação do dólar está em R$ 5,70 para o fim deste ano. No fim de 2026, estima-se que a moeda norte-americana fique em R$ 5,79.
PSOL entrou com ação direta de inconstitucionalidade (ADI) na corte
A Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep) entrou com pedido no Supremo Tribunal Federal (STF) para participar na ação na qual o PSOL pretende anular as votações da Câmara dos Deputados e do Senado que derrubaram o decreto editado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para aumentar as alíquotas do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).
Na manifestação enviada nesse sábado (28) ao Supremo, a Fiep pede o ingresso como amicus curiae, expressão em latim que significa amigo da corte. A participação de entidades ligadas aos temas analisados pelo Supremo é uma medida corriqueira na Corte.
Segundo a entidade, a indústria brasileira representa 25,5% do Produto Interno Bruto (PIB) do país, é o setor que mais arrecada impostos e pode contribuir com o debate.
“A participação de entidades conhecedoras da temática deve auxiliar os julgadores, entre outros modos, por meio da identificação de precedentes, das razões de decidir adotadas nos casos anteriores e da evolução da discussão sobre a matéria nos âmbitos jurídico, social e prático, trazendo aos julgadores fatos relevantes sobre a configuração da produção e das relações de trabalho na atualidade”, argumenta a federação.
Ação
Na sexta-feira (27), o PSOL entrou com uma ação direta de inconstitucionalidade (ADI) no STF para derrubar a deliberação do Congresso sobre o decreto do IOF.
O partido, que faz parte da base do governo, reconhece que a Constituição autoriza o Congresso a sustar medidas do Executivo. Contudo, a legenda diz que a suspensão só pode ocorrer nos casos em que houver exorbitância do poder regulamentar do presidente da República.
Segundo a legenda, o decreto apenas alterou as alíquotas do IOF, “não havendo qualquer desrespeito ao limite de atuação normativa”.
“O Congresso Nacional, ao sustar o Decreto nº 12.499/2025, por meio do DL 176/2025, sem a devida demonstração de exorbitância de poder normativo, violou os próprios limites fixados no art. 49, V, da Constituição. O STF, inclusive, já declarou inconstitucional decreto legislativo editado nessas mesmas condições, como se verifica no julgamento da ADI 5744”, argumenta o partido.
A ação foi distribuída para o ministro Gilmar Mendes. No entanto, o ministro afirmou que o caso deve ser analisado por Alexandre de Moraes, que já atua como relator de outras ações sobre a questão. Caberá ao presidente do STF, Luís Roberto Barroso, dar a palavra final sobre quem vai comandar o processo.
Decreto
O decreto fazia parte de medidas elaboradas pelo Ministério da Fazenda para reforçar as receitas do governo e atender às metas do arcabouço fiscal. No fim de maio, o presidente Lula editou um decreto que aumentava o IOF para operações de crédito, de seguros e de câmbio. Diante da pressão do Congresso, o governo editou, no início de junho uma medida provisória com aumento de tributos para bets (empresas de apostas) e para investimentos isentos.
A medida provisória também prevê o corte de R$ 4,28 bilhões em gastos obrigatórios neste ano. Em troca, o governo desidratou o decreto do IOF, versão que foi derrubada pelo Congresso nesta semana.
Segundo Mdic, mudança reforça reação do bloco a distorções comerciais
Os países do Mercosul poderão ampliar em 50 o número de tipos de produtos (expressos em códigos tarifários) fora da tarifa externa comum do bloco. O acordo foi assinado na quinta-feira (26) em Montevidéu, mas só foi divulgado nesta sexta (27).
Com a mudança, o número de itens que Brasil e Argentina poderão incluir na Lista de Exceções à Tarifa Externa Comum (Letec) sobe de 100 para 150 até 2028. No caso do Uruguai, passa de 225 para 275 até 2029. E, no do Paraguai, de 649 para 699 até 2030.
O aumento de tarifas em relação à tarifa externa comum do Mercosul continua a obedecer às regras vigentes. A redução de tarifas para os 50 itens adicionais só poderá ser aplicada em duas situações:
Quando as exportações a cada Estado-Parte do Mercosul representarem menos de 20% das exportações totais do código tarifário objeto da medida; Para evitar concentração em setores econômicos, as reduções estão limitadas a 30% dos novos códigos por capítulo da Nomenclatura Comum do Mercosul (NCM). Do lado do Brasil, a norma foi negociada pelos ministérios das Relações Exteriores e do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic). Em nota, o Mdic informou que a decisão melhora a capacidade de reação do Mercosul a distorções comerciais criadas por barreiras ou por práticas não autorizadas pela Organização Mundial do Comércio (OMC).
“A Letec ampliada representa instrumento adicional à disposição do governo brasileiro para equacionar questões relativas a desvios de comércio, frente às incertezas sobre barreiras comerciais decorrentes do contexto internacional”, disse o secretário executivo do MDIC, Márcio Elias Rosa, em comunicado.
Para entrar em vigor no Brasil, o Comitê Executivo de Gestão (Gecex) da Câmara de Comércio Exterior (Camex) precisa editar uma resolução.
União aduaneira
Por se tratar de uma união aduaneira, o Mercosul exige que os países-membros apliquem o mesmo Imposto de Importação para os produtos. Isso para garantir que um produto seja importado com a mesma tarifa, independentemente do país do Mercosul. Após a entrada do bem no bloco, ele pode transitar entre os países-membros com alíquota zero.
A união aduaneira tem uma integração mais avançada que a área de livre comércio. Isso porque esse sistema prevê apenas a isenção de tarifas entre os países-membros, sem a harmonização das alíquotas de importação. Dessa forma, um produto pode entrar por um país que cobra a menor tarifa e circular livremente entre os países da área de livre comércio.
De acordo com projeções, inflação deve passar de 5,1% para 4,9%
O Banco Central revisou para cima as expectativas de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), de 1,9% para 2,1% em 2025; e para baixo as projeções de inflação do mesmo ano, passando de 5,1% para 4,9%.
Soma de todas riquezas produzidas no país, o PIB, apesar da previsão de crescimento, permanece, segundo a autoridade monetária, com uma “perspectiva de desaceleração da atividade ao longo do ano”.
O Relatório de Política Monetária (RPM) divulgado hoje (26) pelo BC contém as diretrizes das políticas adotadas pelo Comitê de Política Monetária (Copom), além de apresentar uma avaliação da evolução recente e das perspectivas da economia.
Inflação
Na comparação com o relatório anterior, as projeções de inflação tiveram leve queda para 2025 e 2026. A projeção para 2025 caiu 0,2 p.p. [de 5,1%, estimado no relatório de março, para 4,9%]. Para 2026, a estimativa inflacionária é de redução de 0,1 p.p. “Neste último horizonte, houve queda das projeções da inflação tanto de preços livres como de administrados”, diz o relatório.
O documento avalia que essas projeções têm, por base, pressões inflacionárias derivadas de uma atividade econômica “mais forte que o esperado”, jogando o índice para cima. Por outro lado, fatores como apreciação cambial e queda do preço do petróleo estariam a jogar o índice inflacionário para baixo.
Meta
A meta de inflação definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) é de 3%, podendo variar 1,5% para mais ou para menos – o que resulta em um intervalo entre 1,5% e 4,5%.
Desta forma, resume o documento, a economia aquecida favorece a alta da inflação, dificultando a convergência para a meta.
“A inflação se mantém acima da meta e as expectativas de inflação permanecem desancoradas. A inflação acumulada em doze meses, medida pelo IPCA, aumentou de 5,06% em fevereiro para 5,32% em maio. A alta foi ligeiramente menor do que a antecipada: em relação ao cenário de referência apresentado no relatório anterior, a surpresa foi de -0,06 p.p.”, complementa o BC.
Preocupação a longo prazo
A autoridade monetária avalia que, considerando a série trimestral dessazonalizada, tanto a inflação cheia como a média dos núcleos foram “ligeiramente menores que no trimestre anterior, mas continuam acima da meta”, mas que, diante das expectativas de uma economia desancorada, “não houve melhora nas expectativas de inflação para horizontes mais longos”.
De acordo com a ata do Copom divulgada na terça-feira (24), para assegurar a convergência da inflação à meta em ambiente de expectativas desancoradas, é exigida uma política monetária em “patamar significativamente contracionista por período bastante prolongado”.
Projeções
O relatório divulgado hoje considera que, tendo por base as projeções do cenário de referência, a inflação se mantém “acima do limite do intervalo de tolerância nos próximos meses, começando a cair a partir do quarto trimestre, mas ainda permanecendo acima da meta”.
“Nesse cenário, a inflação acumulada em quatro trimestres fica na faixa de 5,4%-5,5% nos três primeiros trimestres de 2025, cai para 4,9% no final do ano, 3,6% em 2026 e 3,2% no último período considerado, referente ao quarto trimestre de 2027. Portanto, no horizonte relevante de política monetária, considerado como sendo o quarto trimestre de 2026, a inflação projetada é 3,6%”, detalhou.
Cenário doméstico
No cenário doméstico, os dados de atividade e de mercado de trabalho se apresentaram, segundo o relatório, um pouco mais fortes que o esperado, com uma taxa de desocupação voltando a recuar, com aumentos do nível de ocupação e da taxa de participação.
O PIB cresceu 1,4% no primeiro trimestre de 2025, “destacando-se o desempenho de setores menos sensíveis ao ciclo econômico, em especial a agropecuária”.
Ambiente externo
Com relação ao ambiente externo, o relatório o considera ainda adverso, motivo pelo qual faz-se necessária cautela por parte de países emergentes.
Na avaliação do BC, o acirramento da tensão geopolítica “adiciona ainda mais incerteza” a esse cenário, em função da conjuntura e da política econômica nos EUA, “principalmente acerca de suas políticas comercial e fiscal e de seus respectivos efeitos”.
“O comportamento e a volatilidade de diferentes classes de ativos também têm sido afetados, com reflexos nas condições financeiras globais”, complementa.
Isaac Sidney diz que há muito a ser feito na regulação dessas apostas
O presidente da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Isaac Sidney, manifestou preocupação com o uso das apostas esportivas online, as chamadas bets, para a lavagem de dinheiro. Segundo ele, poder público e sociedade precisam atuar de forma conjunta para evitar que esse tipo de jogo seja usado como ferramentas de operação financeira para atividades ilícitas.
“Os jogos on-line de apostas são um canal de risco para lavagem de dinheiro. Estado e o setor privado precisam agir com firmeza para não permitir que o crime organizado os use para ampliar seus tentáculos e suas operações financeiras”, disse o presidente da Febraban nesta quarta-feira (25), durante seminário sobre lavagem de dinheiro e enfrentamento ao crime organizado no Brasil, em Brasília.
O evento foi promovido pelo Instituto Esfera Brasil e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Isaac Sidney lembrou que a atividade é fruto de uma decisão legislativa.
“Há muito a ser feito sob o ponto de vista regulatório e de fiscalização. O poder público precisa separar joio do trigo e cuidar da saúde mental das pessoas”, acrescentou ao lembrar que, além do risco de serem usadas para lavar dinheiro advindo do crime, as bets representam risco para pessoas viciadas em jogos.
“Vemos um bombardeio de publicidade, enquanto empresas se movimentam nas sombras, até para ganhar em cima de pessoas com vulnerabilidade”, completou.
Saiba os canais de atendimento para quitação dos débitos em atraso
Tudo em Dia Caixa é o nome da campanha que a Caixa Econômica Federal lançou para ajudar os clientes (pessoas físicas e empresas) a quitarem suas dívidas comerciais, com até 90% de desconto.
O banco público estima que cerca de 5,8 milhões de clientes, sendo 5,3 milhões de pessoas físicas e 476 mil pessoas jurídicas, podem regularizar seus débitos, abrangendo um total de 8,5 milhões de contratos.
Mais de 85% dos clientes deste público alvo da campanha podem liquidar suas dívidas pagando até R$ 2 mil, calcula a instituição financeira. Não há limite de dívida.
Após o pagamento do boleto, o contrato é confirmado. Com isso, o nome do cliente será retirado dos cadastros de restrição de crédito (como SPC/Serasa) em até cinco dias úteis e a pessoa volta a ter acesso a crédito.
Onde negociar
As negociações dos débitos em atraso podem ser podem ser realizadas presencialmente por canais digitais e remotos do banco. São eles:
em qualquer agência bancária da Caixa Econômica Federal; em casas lotéricas, é possível ter acesso às condições especiais para quitação de valores até R$ 5 mil reais, informando o Cadastro de Pessoa Física (CPF); no site da campanha Tudo em Dia Caixa; pelo aplicativo Cartões Caixa; pelo WhatsApp 0800 104 0104, disponível de segunda a sexta, exceto feriados (das 8 horas às 18 horas); pelo telefone Alô Caixa: 4004 0104 (para ligações feitas a partir de uma das 27 capitais) e 0800 104 0 104 (demais localidades), entre 8 horas e 20 horas. Durante o período da campanha, o caminhão Tudo em Dia Caixa estará presente em várias cidades prestando atendimento em locais de fácil acesso. A rota atualizada com as cidades que receberão o caminhão pode ser consultada no site da Caixa.
Outras dívidas
As dívidas em atraso fora da campanha de descontos e aquelas de contratos habitacionais também podem ter condições de especiais para negociação, esclareceu o banco.
Para estes casos, a Caixa também disponibiliza:
renegociação de dívidas em até 120 meses (10 anos); parcelamento das faturas e de cartões de crédito pelo aplicativo cartões Caixa; Já os titulares de contratos habitacionais em atraso podem: usar seu saldo do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para pagar até 80% da prestação mensal do financiamento habitacional, compreendendo até seis prestações em atraso; incorporar encargos ao saldo da dívida, de acordo com o enquadramento do contrato nas condições negociais disponibilizadas pela Caixa; pausa no pagamento das prestações, de acordo com o perfil do contrato. São exemplos de contratos habitacionais: financiamentos para compra de imóveis novos ou usados; aquisição de terreno e construção; reforma ou ampliação de imóvel.
As negociações podem ser feitas por meio do aplicativo Habitação Caixa.
Uso do Pix para pagar possibilita nome limpo na hora
Depois de constatar que pelo menos 35 milhões de brasileiros têm dívidas com instituições bancárias, a Serasa, empresa de proteção ao crédito, está fazendo um mutirão, até o dia 30 de julho, para estimular a quitação de dívidas de até R$ 100.
Cerca de 11 milhões de devedores estão dentro da faixa de valor. O mutirão envolve 40 bancos que devem conceder descontos de até 97% na negociação. O uso de Pix para pagar dívidas no mutirão possibilita nome limpo na hora.
A plataforma do Serasa disponibiliza 23 milhões de dívidas bancárias que podem ser pagas por R$ 50. Em São Paulo, são mais de 18 milhões de dívidas que podem ser quitadas por até R$ 100 reais, e 7 milhões quitadas por menos de R$ 50.
“Nossas pesquisas revelam que 38% dos brasileiros com dívidas em bancos e financeiras estão negativados por causa do cartão de crédito há mais de dois anos, sendo que 46% deles já tentaram negociar a dívida, mas não conseguiram um bom acordo. Por isso, nos unimos a mais de 40 bancos para ampliar o alcance das condições especiais e oferecer oportunidades reais de renegociação”, disse a especialista em educação financeira da Serasa, Aline Maciel.
Segundo o Mapa da Inadimplência e Negociação de Dívidas da Serasa mostra que há 77 milhões de pessoas com o CPF negativado pelo credor. O volume equivale a 47,3% da população adulta. A dívida média do consumidor brasileiro chegou a R$ 6.036,94, o equivalente a quatro salários-mínimos.
Os bancos representam o principal motivo de negativação do consumidor no país, responsáveis por 27,8% do total. Cartão de crédito, empréstimos e cheques especiais são os vilões do endividamento nacional. Em seguida, estão as contas básicas, como luz e água (20%), e as financeiras (19%), empresas que concedem crédito, mas não se caracterizam como bancos.
Para aderir ao mutirão, basta procurar os canais oficiais do Serasa:
Site: www.serasalimpanome.com.br App Serasa no Google Play e App Store WhatsApp: (11) 99575-2096 Correios
Consumidores podem negociar dívidas do Serasa Limpa Nome nas mais de 10 mil agências dos Correios espalhadas pelo país, mediante a uma taxa de R$ 4,60 por acordo realizado e R$ 3,30 por consulta a acordos (reimpressão de 2ª via de boletos.
Para negociar pelo aplicativo, basta digitar o CPF, preencher um cadastro e ao acessar a plataforma que todas as informações financeiras do consumidor já aparecerão na tela, como a existência de possíveis dívidas e a pontuação do Serasa Score. Em seguida, basta selecionar a opção “Ver ofertas” para verificar as condições oferecidas para pagamento com o desconto do Serasa Limpa Nome já aplicado. Basta clicar em uma das dívidas disponíveis e serão apresentadas as opções para renegociar cada débito. Para fazer um acordo, clique no campo “Negociar” de cada uma das ofertas.
Depois, é preciso escolher a opção que desejar e a forma de pagamento de sua preferência. Caso seja boleto, é possível copiar o código, baixar ou solicitar o envio via WhatsApp. Se optar pela opção do Pix, tem que selecionar o dia para vencimento e a quantidade de parcelas desejada. Depois, confirme as informações, revisando todas as condições apresentadas, clicar em “Concluir acordo”. Ao fechar o acordo, o consumidor deve realizar o pagamento com as condições definidas na etapa anterior. Para pagar com o Pix, clique em “Copiar chave Pix” e colar no aplicativo da instituição bancária para prosseguir.
Febraban
No último mês de março, a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) em conjunto com o Banco Central do Brasil, Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) e Procons realizaram o Mutirão Nacional com o objetivo de promover a renegociação de dívidas com os bancos. Segundo a Febraban, foram negociados mais de 1,4 milhão de contratos. Os produtos bancários mais renegociados foram cartão de crédito, empréstimos no geral e cheque especial.
As campanhas ocorrem anualmente, em março (mês do consumidor) e novembro, desde 2019, ocasião em que os bancos oferecem condições especiais para a regularização de contratos em atraso, como parcelamento, descontos no valor da dívida ou taxas de juros reduzidas para refinanciamento, de acordo com a política de cada instituição.
De acordo com a Federação, no mutirão realizado em março de 2023 foram repactuados 2,057 milhões contratos e, no mutirão realizado em março de 2024, mais 1,6 milhão de contratos foram repactuados. Entre março de 2020 e novembro de 2022, os bancos alcançaram 24,3 milhões de contratos, que superam R$ 1,3 trilhão em saldo devedor e R$ 200 bilhões em parcelas suspensas.
“A renegociação de dívidas é fundamental para que o consumidor possa retomar o controle sobre sua vida financeira, evitando o agravamento da situação e o superendividamento. Além disso, a renegociação contribui para a estabilidade do mercado, ao reduzir a inadimplência e possibilitar o retorno do consumidor ao mercado de consumo”, afirmou o diretor de Cidadania Financeira e Relações com o Consumidor da Febraban, Amaury Oliva.
Terão prioridade negócios voltados para educação e inclusão financeira
As pessoas físicas que compram títulos públicos pela internet passarão a ajudar empreendimentos sociais. O Tesouro Direto destinará R$ 4,5 milhões a até 14 startups com negócios de impacto, cuja atividade principal ofereça educação financeira e soluções financeiras inclusivas.
As empresas interessadas podem se inscrever a partir desta terça-feira (24) até o próximo sábado (28), no site www.tdimpacta.com.br. A montagem da plataforma teve o apoio da Artemisia, organização que apoia negócios de impacto fundada em 2005 e que beneficiou mais de 800 empresas por meio de programas de aceleração, apoio em projetos-piloto de inovação aberta (soluções que podem ser reproduzidas por outras empresas) e articulação de investimentos. A organização também ajudará na escolha dos projetos.
Essa é a segunda edição do Tesouro Direto Impacta (TD Impacta). A primeira edição do programa, realizada entre junho do ano passado e fevereiro deste ano, distribuiu R$ 5,2 milhões a 40 startups com soluções inovadoras para problemas sociais e ambientais.
Os recursos virão da taxa de custódia de 0,2% ao ano sobre o saldo das aplicações que os investidores do Tesouro Direto, programa de venda de títulos públicos a pessoas físicas, pagam à B3, a bolsa de valores brasileira. Pelo contrato entre o Tesouro Nacional e a B3, 20% da receita projetada com a arrecadação da taxa, limitada a R$ 50 milhões por ano, tem de ser repassada a projetos sociais e de sustentabilidade.
Capacitação
As 14 empresas escolhidas receberão tanto apoio financeiro como capacitação gratuita e on-line aos gestores. O Tesouro, a B3 e a Artemisia buscam startups maduras, capazes de contribuir com soluções inovadoras diante de três desafios lançados pelo programa.
O primeiro desafio é o estímulo a professores de escolas públicas a desenvolverem competências práticas para ensinar educação financeira de forma engajada. O segundo é o desenvolvimento de assistentes educacionais baseados em inteligência artificial para matemática e educação financeira.
O terceiro desafio é a busca por novos usos do Tesouro Direto Garantia, serviço que permite a investidores pessoas físicas usar títulos do Tesouro Direto como garantia em operações financeiras como aluguel imobiliário e empréstimos. Terão prioridade empresas que proponham o uso das garantias em segmentos com potencial de impacto social e inclusão financeira.
Avaliação
As startups participantes devem obedecer aos seguintes requisitos:
Estar em estágio de tração ou escala; Ter faturamento mínimo de R$ 1 milhão nos últimos 12 meses; Ter capacidade de implementar as soluções propostas em grande escala. As empresas participantes deverão executar Provas de Conceito (POC) ou propor parcerias estruturadas, adaptando as soluções e construindo novas formas para atender, de maneira personalizada, as necessidades técnicas e operacionais exigidas. Ao longo da jornada, as empresas serão avaliadas por critérios de desempenho e engajamento.