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Bulimia, anorexia e Tare são os transtornos alimentares que mais atingem o público infantil segundo a nutricionista Aline Martins

Apesar dos transtornos alimentares serem mais associados aos adultos e adolescentes, essas condições também podem começar mais cedo. A nutricionista Aline Martins, que atua no Hospital da Criança de Alagoas (HCA), explica quais são os distúrbios mais comuns na infância.

Condições como a anorexia, a bulimia e o transtorno alimentar restritivo afetam a relação dos pequenos com a comida. Para a nutricionista, esses transtornos surgem por algum motivo.

“Não estamos falando apenas de uma criança que é ruim de garfo. Isso pode surgir por ansiedade, pressões estéticas que chegam pelas telas, ou até por uma sensibilidade extrema a texturas e cheiros”, salienta a profissional.

A bulimia é caracterizada por episódios recorrentes de compulsão alimentar, seguidos por comportamentos compensatórios para evitar o ganho de peso, como induzir o vômito, uso de laxantes ou exercícios físicos exaustivos. Já a anorexia é uma obsessão pelo peso e uma distorção da imagem corporal. A criança se enxerga acima do peso mesmo estando extremamente magra.

Outra condição comum é o Transtorno Alimentar Restritivo Evitativo, o famoso Tare. É um distúrbio onde a criança evita comer certos alimentos ou restringe drasticamente a quantidade devido à falta de interesse, sensibilidade a texturas/odores, ou medo de consequências. Quando esses transtornos aparecem, é fundamental levar o pequeno para uma consulta com o nutricionista.

“O acompanhamento profissional é importante, mas não para fazer um plano restritivo e contar calorias. Estamos aqui para construir uma relação favorável, saudável e segura com esse alimento”, pontua a nutricionista Aline Martins.

E como ter acesso à consulta com o nutricionista?

No Ambulatório do Hospital da Criança, o público infantil alagoano de até 13 anos, 11 meses e 29 dias podem ter o acompanhamento com o nutricionista. O atendimento é realizado de forma eletiva, por meio de agendamento, através do Sistema de Regulação Estadual (Sisreg). Para realizar a marcação, é preciso ir na Unidade Básica de Saúde (UBS) ou Secretaria Municipal de Saúde mais próxima da residência do paciente.

Agência Alagoas